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Crônicas cotidianas – “Halloween” e colonialismo cultural

21/11/2009

imagem extraída do site http://www.melhorpapeldeparede.com

Tenho notado uma adesão crescente em São Paulo às festividades do Halloween. Mais um produto do colonialismo cultural deslavado que insistimos em perpetuar. Não bastasse o absurdo de um velhinho nórdico entrar por uma chaminé inexistente na maioria dos lares tupiniquins no dia vinte e cinco de dezembro e deixar presentes numa árvore de natal enfeitada de flocos e bonecos de neve em pleno verão escaldante. É de doer. Não se trata de xenofobia ou síndrome de Policarpo Quaresma, para citar o querido Lima Barreto. O buraco é mais embaixo. Quando uma determinada efeméride ganha expressão universal, ainda que tenha surgido nesse ou naquele país, tudo bem. Imitar simplesmente um costume norte-americano que por sua vez foi importado da Irlanda já é outra coisa. A começar pelo nome – Halloween, ou “ All Hallows Day Even” cuja tradução é Dia de todos os Santos. Familiar, não?  Não deve ser a toa que os principais incentivadores da festa nos moldes norte-americanos sejam as escolas de inglês.

Para um país ávido por descobrir e valorizar sua própria identidade cultural vamos de mal a pior. Como se não tivéssemos um folclore repleto de festas e magias. Descontando o carnaval carioca, obviamente famoso no mundo inteiro, temos centenas de festejos típicos, como o Círio Paraense, a festa do Çairé amazonense ou ainda os rituais religiosos da Bahia, apenas para citar alguns. Originários das mais diversas partes do mundo, essas tradições  foram fundidas e interpretadas pelo nosso povo formando um caldo de cultura singular. No entanto, pouca ou nenhuma divulgação recebem. Curiosamente despertam mais as atenções de turistas estrangeiros do que dos próprios brasileiros.

Talvez essa ausência de auto estima tenha sido captada pelo nosso inconsciente produzindo as figuras mitológicas mutiladas do nosso folclore – O saci pererê de uma perna só, a mula sem cabeça, o curupira que possui os pés virados para trás. Que me perdoem as crianças do meu bairro, mas no próximo “rélouin”, vou reservar uns bons pedaços de rapadura para aqueles que baterem à minha porta, ainda que eles estejam ávidos por “candies” e “marshmallows”.

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7 Comentários leave one →
  1. amanda permalink
    09/08/2010 3:40 PM

    não sei se tem mais até agora eu não achei nenhuma lenda aqui a minha professora falou sobre isso hoje na escola mas não estou achando nenhuma lenda ela falou sobre o curupira as minhas 2 profesoras quero achar um comentario quero ser inteligente eu tenho pouco tenpo para procurar

  2. amanda permalink
    09/08/2010 3:42 PM

    nã enviou o comentario que eu dei antes

  3. 12/08/2010 2:56 PM

    pq o curupira tem as perna pra tras

  4. 23/08/2010 11:20 PM

    fasso um trabalho sobre folclore

  5. tati permalink
    25/08/2010 3:46 PM

  6. nicole permalink
    01/11/2010 6:01 PM

    que raio e isto ? isto e uma lenda eu nunca na minha vida ouvi falar nusto e ja perguntei a muitas pessoas incluindo professores sobre esta lenda que eu acho que nao existe!!

  7. Bianka permalink
    09/03/2011 10:13 PM

    nosssa esssas lendas sao muito legais manooo
    ADOREI AMEI
    BEIJOS

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