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Para um país ávido por descobrir e valorizar sua própria identidade cultural vamos de mal a pior. Como se não tivéssemos um folclore repleto de festas e magias. Descontando o carnaval carioca, obviamente famoso no mundo inteiro, temos centenas de festejos típicos, como o Círio Paraense, a festa do Çairé amazonense ou ainda os rituais religiosos da Bahia, apenas para citar alguns. Originários das mais diversas partes do mundo, essas tradições foram fundidas e interpretadas pelo nosso povo formando um caldo de cultura singular. No entanto, pouca ou nenhuma divulgação recebem. Curiosamente despertam mais as atenções de turistas estrangeiros do que dos próprios brasileiros.
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Talvez essa ausência de auto estima tenha sido captada pelo nosso inconsciente produzindo as figuras mitológicas mutiladas do nosso folclore – O saci pererê de uma perna só, a mula sem cabeça, o curupira que possui os pés virados para trás. Que me perdoem as crianças do meu bairro, mas no próximo “rélouin”, vou reservar uns bons pedaços de rapadura para aqueles que baterem à minha porta, ainda que eles estejam ávidos por “candies” e “marshmallows”.