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Manual de sobrevivência para as festinhas de fim de ano

25/11/2009
Alguns empresários difundem  a idéia de que a empresa é como  uma família. Desconfie desse raciocínio, afinal de contas você já ouviu falar de um pai de família que bota o filho na rua para conter despesas? Ou de alguém que tenha tomado uma cerveja sossegadamente na sala de recepção do escritório com os pés na mesinha enquanto assiste uma partida de futebol? Provavelmente não.. Estamos em meados de novembro e as festinhas de fim de ano estão chegando. Se você já matou um ou dois parentes distantes nos anos anteriores e não vai ter como escapar da famosa festa de confraternização da empresa onde você trabalha, não perca este artigo para não perder… o emprego.

Imagem extraída do blog senso incomum

Os preparativos


Caso a festa seja aberta para familiares, esse item passa a ser vital.Se o local escolhido for um clube, nada de sungas do tempo do seu avô ou tão minúsculas que façam a sua cueca parecer uma toga indiana.Discrição é a palavra de ouro. O mesmo se aplica para sua esposa e os herdeiros. Não se esqueça de levar protetor solar aos baldes para que seu pimpolho não seja servido nos petiscos como pimentão. Abra um pouco a mão e invista na petizada. Todo mundo de sunguinha nova do último tipo para evitar um ano inteiro de comentários maldosos no departamento.


Se o local for um restaurante da moda, o perigo é dobrado – provavelmente os filhotes vão ficar de fora e o cuidado nesse caso é para não parecer que você e a patroa alugaram os trajes numa loja de antiguidades. Se ela estiver com uns quilinhos a mais, providencie um vestido largo que garanta a discrição dos pneuzinhos, se estiver com tudo em cima, vestido largo do mesmo jeito para minimizar a cobiça dos malandros de plantão. Decote? nem pensar…o ideal mesmo seria um figurino inspirado numa mistura de  Madre Teresa de Calcutá e Margaret Tatcher, sem exageros.

A chegada

Muitas empresas fretam ônibus  para levar os funcionários até o clube ou salão. Seja pontual e cumpra rigorosamente
o horário de ida,pois se você atrasar cinco minutos, apesar dos sorrisos e frases do tipo “não tem problema, a gente espera, hoje é dia de confraternização” não seja ingênuo, você  será lembrado  nos próximos cinco anos como “fulano que chegou com duas horas de atraso no dia da festinha”

A FESTA!

Comes & Bebes

Quanto às bebidas alcoólicas, não exagere.Não exagere.Não exagere. Por mais que o ambiente esteja descontraído e informal, lembre-se que  irá conviver com aquelas pessoas por tempo indeterminado e se alguém tiver que pagar o mico de simular um strip-tease em cima da mesa ou resolver “redecorar”  o carpete do local da festa, que não seja você.Quando muito, um copo de cerveja ou uma caipirinha, mais do que isso é perigo na certa.  Em relação aos comes,de preferência faça uma “boquinha”antes de sair de casa. Alimente-se com frugalidade, seja gentil permitindo que as damas se sirvam primeiro.. Evite maioneses e pratos com molhos estranhos,sob o risco de passar  boa parte da festa no banheiro.

“Je t’aime”

Uma das figuras mais inconvenientes das festas é o tipo pegajoso, também conhecido como “Jetaime” numa corruptela do francês que significa “Te amo”. O clima bom, a mesa farta, as mulheres receptivas – é o suficiente para o “grudento” começar o festival de cantadas. Seu alvo é qualquer objeto móvel que use saias, adicione a isso uma dose a mais e ele com certeza será visto elogiando as pernas da mesa de doces…grosseiro e inconveniente, não caia nessa armadilha.

Música & Dança


Mantenha-se a uma distância mínima de um kilômetro do aparelho de karaokê. Isto pode evitar riscos
para a saúde, como por exemplo a congestão alimentar provocada pelas notas horripilantes emitidas pelos cantores amadores. Caso você seja um deles, repita cem mil vezes no dia anterior “Dessa vez eu não vou cantar” na frente do espelho e lembre-se que ninguém sabe do cantor talentoso que o mundo perdeu quando você decidiu cursar a faculdade. A Dança é um  Item muito simples. Desconfie se todos de repente pararem de dançar por sua causa, talvez o passo do “jacaré com pescoço destroncado” não tenha sido tão popular.

Fim de festa

de José Malhoa, 1907

Essa é a hora da zona morta, do vale tudo.Calcule  o momento exato de ir embora, dois ou três segundos após a saída do seu chefe são suficientes. Outra forma de saber que a hora de cair fora chegou é observar o movimento. Se uma circulada pelo ambiente indicar que apenas aqueles tipos “sem noção” permaneceram na festa, pegue suas coisas e saia imediatamente pois a festa já acabou faz tempo.

 

Lar doce lar

Ao chegar em casa, tire os sapatos, afrouxe o cinto. Você sobreviveu! Faltam apenas 364 dias para a próxima festa, neste intervalo, nada melhor que comentar com os amigos de trabalho sobre a moça que foi na festa com um decote no umbigo ou sobre o tombo que fulano levou na pista de dança.
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2 Comentários leave one →
  1. ana permalink
    29/11/2009 12:38 AM

    Adorei o texto! Bem típico do Max!
    Parabéns!

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